Por mais dias de frio

Adoro frio. Adoro tudo o que o frio traz. A permissão de comer coisas mais reconfortantes, como massas. O vinho. A delícia de ficar em casa, sem sentir aquela obrigação de sair porque está quente. Degustação de queijos. Receber amigos. E claro, pijama. Ah, como ficar de pijaminha com uma bela taça de vinho é bom.

O final de semana não foi diferente. Sexta teve festinha do pijama com a amiga e a dog, regada a muito vinho classe A, queijos, risoto de gorgonzola com azeitona, e risadas, muitas risadas.

O melhor é ter por perto algumas pessoas que tem a incrível capacidade de serem muito parecidas com você. E essa é a Lulu. É impressionante o gosto que dividimos pelas mesmas coisas, comidas, músicas, passeios e como pode ser agradável as horas que passamos juntas. Pra quem não conhece muita gente, porque mora a pouco tempo em um lugar, eu diria que encontrar alguém parecido com você, em meio a 12 milhões de pessoas é uma grande sorte.

E é bom porque a receita é simples: humildade, sintonia e 4 garrafas de merlot, malbec, carmenére e carmim. O risoto, de gorgonzola com azeitona zapa, fica como sugestão pra você que curte receber amigos, que acima de tudo respeitam o seu espaço e sabem chegar na fineza na sua vida, e para aqueles que curtem o frio, como eu. As garrafas de vinho curam qualquer tristeza. E os antepastos ficam para encorajar uma vida sem muitas regras na balança.

Por mais dias de frio com pessoas que são tão legais, quanto um bom risoto.

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Só uma palavra: risoto

Temperatura em São Paulo: 5º. O tempo pede no meu ouvidinho: risooooooto, viiiiinhoooo. Minha consciência diz não pro vinho. Mas quem manda aqui sou eu. Então vai ter risoto e vinho, poxa vida.

Bem, o que eu vou fazer aqui, é desmistificar o preparo do risoto, que deve ter muita gente que acha complicado, coisa e tals. Primeiro, escolha seu sabor. Eu aproveitei a calabresa picadinha que eu trouxe da casa da sogra, pois fiz risoto pra família no final de semana. Então, comprei mais um queijo branco na promoção. Temos: risoto de calabresa com queijo branco.

Os outros ingredientes são, o arroz arbório, claro, uma mãozada boa de parmesão ralado (na hora é melhor, hem), 2 tabletes de caldo de galinha, metade de um tablete de MANTEIGA (não é margarina, ok?) e vinho branco seco. Cebola (a roxa é super vantagem, mas eu não achei no Extra), salsinha e sal.

Bem, pegue uma panela funda e encha de água. Coloque os 2 tabletes de caldo de galinha e deixe ferver. Isso vai ser sua base de cozimento. Em outra frigideira, refogue a cebola picada em cubinhos em uma parte da manteiga e depois jogue o arroz e acerte o sal. Fritadinha básica para aquecer a mão, jogue um copinho vinho de deixe absorver. Acredite: o vinho faz TODA a diferença.

Depois, você vai precisar de concentração: não vai poder parar de mexer por 18/20 minutos, jogando conchadas daquele caldo, que está lá fervendo. Vá experimentando, para ver o ponto, que deve ser meio durinho. Mas risoto deve parecer uma “lava vulcânica”, como diria meu guru dos risotos (depois vou contar essa história). O arroz, você vai mexendo e deixando secar o caldo, repondo, e tal.

No final, vai jogar seu “recheio”, mexer, jogar o parmesão, mexer e por último, adicionar a manteiga. Taca sua salsinha e seja feliz. É só “trabalhoso”, mas muito simples.

Outras opções de recheio legais são limão siciliano, brócolis com bacon, champignon fresco, filé com tomate cereja, gorgonzola, enfim. O que você gostar vira samba.

Só não esqueça de chamar um parça muito legal pra dividir esse momento, porque sinceramente, risoto é uma refeição pra ser compartilhada. Bom esquenta!