Bruschetta: uma herança como correntinha de ouro

Fiz essa comparação, pois uma bruschetta é aquele tipo de antepasto, como um colar de ouro: olhando você não dá muita coisa, mas o valor é muito maior quando avaliado profundamente.

Se você não se familiariza com essa palavra, livre-se desse preconceito. O verbo italiano “bruscare” significa “assar em carvão” e “brusciare” significa “queimar ou torrar”, que é como foi feita a primeira bruschetta. O nome “bruschetta” é derivado desses verbos, apesar de a bruschetta moderna ser feita frequentemente com pães torrados em frigideiras ou assados em fornos, até que fiquem secos e consistentes.

Eu aprendi a primeiro esfregar o alho cortado ao meio no pão italiano e depois regar com azeite. Como eu ADORO alho, eu pico uma quantidade razoável e coloco no pão também. Depois corto os tomates em pequenos quadradinhos de oito e coloco por cima. Um salzinho, parmesão ralado, manjericão e forno.

Serve de entrada, meio ou fim. E vou falar, já salvou muitas laricas noturnas. Porque quem cozinha frequentemente, sempre tem um tomate ou outro, um pão, mesmo que não seja italiano e alho sobrando. O parmesão é luxo. Se não tem, vai sem. Fica bom do mesmo jeito.

Outras opções são sempre bem bacanas: salaminho, presunto parma, cogumelos, enfim. O que você quiser ou tiver. Muita gente vai falar que é bauru, que é pão com tomate e eu não vou discordar. Mesmo assim, fiz minha parte: apresentei a literal, a italiana original para você fazer no dia de impressionar alguém com um nome mais rústico que ganha você para sempre.

Fala que não cairia bem AGORA?

Fonte auxiliar: Ehow 

 

 

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Desabafo da Leka de casa #01 – A gente quer comida, diversão e arte

Porque além das receitas, quero contar meu ponto de vista sobre a vida, que só ta fácil pro pessoal da novela, que vive de amor (à vida, tundun-ts).

Bem amigos da rede… pera. Não. Nunca. Quando o tomate inflacionou, e muita gente nem sabia o por que, mas fazia piadinhas sobre a alta dos preços no Facebook, eu já estava careca de saber.

Acontece que um mês antes da mídia cair em cima do pobre tomate, que só estava na mesa do rico, eu já havia postado sobre, pois em uma ida ao supermercado, eu fui lá com meus 10 pilas, comprar coisinhas baratas, e achei que de fato fosse voltar troco. Não voltou. Eu sai meio confooosa, e resolvi pegar a nota. Quando conferi o valor do quilo da fruta, tive um choque: mais de 8 reais o kg. A partir desse dia eu olho o preço integral do quilo de tudo.

Não sei, mas acho que até hoje, a grande parcela das pessoas fanfarronas de fila de mercado, não entenderam que a alta, na época, se deu pelo excesso de chuva e queda na produção. O preço voltou “ao normal”. Ainda naquela época, muita gente que reclama de gente que reclama, começou a propagar mensagens como: ninguém compra tomate, ou ninguém reclama do preço de outras coisas, ou você nem compra tomate e fica postando piadinhas. Não deixam de ter razão. O tomate foi o primeiro dominó de um efeito, para uma recente descoberta do brasileiro, que até então achava que a inflação tinha ficado nos anos 90.

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A inflação taí gente. Pagamos hoje, além dos muitos impostos, um preço exorbitante por alimentos que deveriam ser básicos. Feijão por exemplo. O preço do feijão está, desde aquela época, para o preço do tomate. Um quilo de um feijão decente custa quase 10 reais. Se você compra um mais barato, compensa no gás. Um absurdo.

Ontem, e anteontem, e ante anteontem, e sempre, meus 10 pilas, já não valem/valeram quase nada, pois qualquer coisinha hoje – no mercado mais comercial – custa mais de 2 reais. Imaginem, quando disse na receita do hambúrguer de maminha que só precisei comprar alecrim e farinha de rosca, veja bem, ALECRIM, eu já gastei 7 reais. O que eu faria com os outros 3? Compro uma salsinha. E pronto lá se foram 10 reais. Lamentável.

Outro absurdo? O preço do pão. Sabe quanto está o quilo do pão no Extra? Valiosos R$9,90. A vida não ta fácil pra ninguém. Enquanto nós estamos fazendo cálculos para podermos comer bem, e nos privarmos de outras alegrias da vida, como shows, teatro, baladas, alguém se beneficia com isso e dança a macarena na nossa cara, com sutileza, claro. E acho eu, que nessa onda de manifestos, isso deveria ser, também, protestado. Pois afinal, a gente não quer só comida.

Saudade de verdade do tempo que com dez reais eu ia na padaria, comprava pães, presunto, queijo, e ainda, um Bubballo de uva e outro de morango.