Dias de glória com filé mignon – rolê de mignon envolto em bacon recheado com palmito e Catupiry

Eu contei a história do meu filé mignon pra muita gente, pessoalmente. Que em resumo conta a trama de uma garota, eu, que vai ao Mercadão da Lapa comprar carne pro estrogonofe e acaba adquirindo 2,6kg de filé mignon – metade bife, metade picadinho. Bem, imaginem, durante a semana aqui mignon reinou e ainda reina.

Hoje haviam 3 opções para o jantar:

a) lanche de filé na baguete

b) filé acebolado ao alho com arroz

c) uma opção misteriosa com filé

E eis que a escolha foi a terceira opção. Na minha cabecinha estava lá, “ah vou  fazer um filé a moda”, mas de repente, não mais que de repente, após me surpreender com a incrível criatividade dos chefs desse mundo, enquanto eu descia do trem na volta pra casa eu pensei: poxa, um bife a rolê de mignon, recheado com palmito e Catupiry, envolto com bacon.

E como aqui ser light não é uma opção… o bacon voltou.

A receita ficou simples assim: temperei os bifes com sal e passei uma quantidade generosa de Catupiry. Coloquei meio palmito cortado em transversal enrolei e reservei. Depois eu envolvi – ahhhhhhh – o bacon e coloquei os palitos. Selados na frigideira, finalizados no forno.

Acompanhamento de ervilhas frescas salteadas na manteiga e um tomatinho pra dar um xabláu.

 

No ponto, macio, uma verdadeira delicinha.

No ponto, macio, uma verdadeira delicinha.

Quer ser feliz? Então já sabe.

😛

Conte-me mais: festa italiana (caseira) de Nossa Sra. de Achiropita

achiropita1Todos os anos, o bairro do Bixiga, aqui em São Paulo, recebe a famosa festa de rua, em procissão a N. Sra. de Achiropita. O início da Festa de N. Sra Achiropita foi no começo do século XX, quando os primeiros imigrantes chegaram ao Bixiga. A síntese, é que os fieis precisaram de mais grana para construir uma igreja para a santa, e para isso, iniciaram a quermesse, durante o mês de agosto.

Era costume minha avó exclamar: “ah minha Nossa Senhora da Achiropita!”, como as pessoas falam “ai meu Deus”, ou apenas “ai minha nossa senhora”. E por essa influência eu sempre tive vontade de freqüentar essa festa, que segundo minha avó, era regada a macarrão, boa música italiana e muito vinho.

Por coincidência, Danilo também tinha curiosidade de conhecer, então assim que soubemos do início da festa nesse sábado, ficamos extasiados. Ligamos para saber o valor do ingresso: 80 Dilmas. O que? Oitenta reais numa festa para uma santa? Realmente não estava no nosso orçamento, gastar 160 para sorrir, e ouvir música italiana ao vivo. Por se tratar de uma comunidade italiana, também me decepcionei com o cardápio.achiropita2

Ok, esse valor era para a festa no clube, e a festa de rua não cobrava nada. Mas algumas pessoas que já foram, me disseram que não valia a pena, tanto pelo chute na comida, quanto pela demora, devido ao excesso de gente. Quem sabe um dia eu ainda vá, não tenho o sentimento de desprezo, de maneira alguma, acontece, que no momento, de fato não houve interesse.

Por fim decidi: vou fazer minha “própria festa” (tendo eu, já tem festa, saca?) superando as receitas, e gastando, muito, muito menos. E foi o que fiz. Vesti minha calça vermelha, um colete branco sob uma blusinha verde, trajando a bandeira da Itália, e fiz o seguinte cardápio:

– Bruschetta

– Pasteis de mussarela e calabresa

– Rondelli de ricota com espinafre ao sugo;

– Palha italiana.

No mercado, sem contar com o rondelli, o total deu 35 reais. Sendo que sobrou um pouco ou muito de tudo, como calabresa, mussarela, tomate, massa de pastel, por exemplo. O rondelli foi um investimento alto, mas que super valeu a pena.  Uma das melhores massas caseiras recheadas que eu comprei e comi na vida. R$18 o quilo no Empório Diamante, Mercado da Lapa (amado). Usei meio. O molho eu já tinha, foi uma passata de tomate que eu ganhei de presente, então não contei.

italiana final

Sendo que o rondelli já estava pronto e os pasteis eram massa de mercado, sendo preparos automáticos, eu precisei me “dedicar” de verdade no preparo, da entrada e da sobremesa.

Bora lá?

Conte-me mais: feijoada tem que ser no sabadão

Mais uma semana se passou, e logo após uma sexta linda regada a risoto, almôndegas feitas pela amiga que leu no blog e ficou com lombriguinha, e brigadeirão delícia da outra amiga, tudo isso sem combinar, fui passar minha manhã de sábado fazendo uma das coisas que eu mais gosto por aqui: fazer compras no meu, no seu, no nosso Mercadão da Lapa.

Decidida a fazer uma feijoada em homenagem ao sol e frio ao mesmo tempo, lá fui eu pro Shopping da Alimentação. Acontece que pra mim, feijuca boa é feijuca com amigos. Então tratei logo de chamar as sisters de SP pra sentir a travada do tempero do interior. page 01

A Casa da Feijoada, no Mercadão da Lapa, estava bombando. Pessoas pegavam quilos de carne suína com as mãos, e pesavam 5, 10 quilos ou mais, de pé, orelha e outras extremidades que eu não sou muito chegada. Fila, muita fila. Confusão, babado, gritaria. Quem não gosta?

Levei calabresa apimentada, um saco de feijão argentino, paio e carne seca. Essa conta deu 18 reais. Na hortifruti logo ao lado, adquiri uma couve já fatiadinha bem fininha por R$2,50. Ou seja, uma feijoada mais ligth, custou pouco mais de vintola, por que eu ESQUECI DO BACON e comprei no Extra, mesmo. (Como pude esquecer do BACON?).

O impressionante foi que comeram 6 pessoas. Algumas 3, outras 2 vezes (será que tava bom?). E ainda sobrou. Ficou prime (porque TOP tá muito mainstream) e o melhor: inesquecível. Só elogios. A caipirinha não podia faltar. Tratei logo de abraçar uma Pitu, e uns limões. Fiquei – e cada dia fico mais convicta de que comprar lá é a maior vantagem do planeta. Depois foi picar tudo, fritar, esperar o feijão ficar legal, e deixar ela borbulhando de amor pela família! Arroz branco e farofa pra somar, e foi tudo nosso.

Os amigos, aos poucos foram chegando, as risadas foram fluindo, e assim passamos nosso sábado de maneira típica, comendo o mais tradicional dos pratos brasileiros, a feijoadinha da hora. Agora me fala, tem coisa melhor do que boa comida, caipirinha, amigos, samba e risada? Tudo bem que a maioria das pessoas não curte segunda-feira, mas sinceramente, com um sábado como esse, é melhor focar no trabalho, agora, para virem outros tão bons quanto.