Drops >> não é de menta, mas arde

Determine sua prioridade e ela dirá quem você é

Faz um tempo que eu ando num autocontrole do cacete. Precisei dispor de mais grana do que imaginava e ando numa pendenga miserável. Mas, né? Quem não. Então ultimamente ando me controlando e até sofrendo um pouco em relação ao meu “corte de custos”. Desde que eu mudei, tenho lapsos de comprar coisas pro meu closet. Porque agora (depois de ralar pra MUITO) eu tenho um closet. E na Lojas Mel (pra quem não conhece é uma espécie de Americanas da China) tem um monte dessas inutilidades úteis. Um pufe desses quadradinhos (pra trocar o tênis que nem a Cinderela da rua) sai R$29,90. Paquero faz mais de mês. Não ficaria magnífico por aí? 

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Mercado, um lema de vida 

Mas os pufes já estão acabando e eu não comprei. Porque quem me conhece sabe: com 30 dinheiros eu faço a festa no mercado. Definida a prioridade, a cozinha e o estômago (e o fígado) ganham, e o closet, não. #AnandhaMadura

Falando nisso, FRUTA QUE CAIU! O brócolis selvagem tá mais caro do que o frango, minha gente! Onde vamos parar desse jeito? Eu acho o brócolis selvagem uma loucura em tudo – ele não é aquele ninja, sabe? – minha vó só comprava dele. Fui pegar um hoje, não tinha preço. Mas o quê, imaginei uns cinco dinheiros (e mesmo assim, pensando alto). Mas R$7 pelés num brócolis e R$5 em 2 enormes sobrecoxas me fez repensar uma ideia que eu nunca tive, a de ser vegana.

Mas vale a pena! 

– Barulho de chuva com vinho e provolone temperado

– Cheirinho de cachorro carinhoso

– Sensação de seu

– O autocontrole pra quem sempre foi descontrolado

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Desabafo da Leka de casa #01 – A gente quer comida, diversão e arte

Porque além das receitas, quero contar meu ponto de vista sobre a vida, que só ta fácil pro pessoal da novela, que vive de amor (à vida, tundun-ts).

Bem amigos da rede… pera. Não. Nunca. Quando o tomate inflacionou, e muita gente nem sabia o por que, mas fazia piadinhas sobre a alta dos preços no Facebook, eu já estava careca de saber.

Acontece que um mês antes da mídia cair em cima do pobre tomate, que só estava na mesa do rico, eu já havia postado sobre, pois em uma ida ao supermercado, eu fui lá com meus 10 pilas, comprar coisinhas baratas, e achei que de fato fosse voltar troco. Não voltou. Eu sai meio confooosa, e resolvi pegar a nota. Quando conferi o valor do quilo da fruta, tive um choque: mais de 8 reais o kg. A partir desse dia eu olho o preço integral do quilo de tudo.

Não sei, mas acho que até hoje, a grande parcela das pessoas fanfarronas de fila de mercado, não entenderam que a alta, na época, se deu pelo excesso de chuva e queda na produção. O preço voltou “ao normal”. Ainda naquela época, muita gente que reclama de gente que reclama, começou a propagar mensagens como: ninguém compra tomate, ou ninguém reclama do preço de outras coisas, ou você nem compra tomate e fica postando piadinhas. Não deixam de ter razão. O tomate foi o primeiro dominó de um efeito, para uma recente descoberta do brasileiro, que até então achava que a inflação tinha ficado nos anos 90.

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A inflação taí gente. Pagamos hoje, além dos muitos impostos, um preço exorbitante por alimentos que deveriam ser básicos. Feijão por exemplo. O preço do feijão está, desde aquela época, para o preço do tomate. Um quilo de um feijão decente custa quase 10 reais. Se você compra um mais barato, compensa no gás. Um absurdo.

Ontem, e anteontem, e ante anteontem, e sempre, meus 10 pilas, já não valem/valeram quase nada, pois qualquer coisinha hoje – no mercado mais comercial – custa mais de 2 reais. Imaginem, quando disse na receita do hambúrguer de maminha que só precisei comprar alecrim e farinha de rosca, veja bem, ALECRIM, eu já gastei 7 reais. O que eu faria com os outros 3? Compro uma salsinha. E pronto lá se foram 10 reais. Lamentável.

Outro absurdo? O preço do pão. Sabe quanto está o quilo do pão no Extra? Valiosos R$9,90. A vida não ta fácil pra ninguém. Enquanto nós estamos fazendo cálculos para podermos comer bem, e nos privarmos de outras alegrias da vida, como shows, teatro, baladas, alguém se beneficia com isso e dança a macarena na nossa cara, com sutileza, claro. E acho eu, que nessa onda de manifestos, isso deveria ser, também, protestado. Pois afinal, a gente não quer só comida.

Saudade de verdade do tempo que com dez reais eu ia na padaria, comprava pães, presunto, queijo, e ainda, um Bubballo de uva e outro de morango.