Frango xadrez: um prato que está na moda

Sabe aquelas pessoas que não podem ouvir uma palavra relacionada à comida que já querem logo comer? Pois essa pessoa sou eu.

Estava eu assistindo um documentário do History Channel, sobre as 100 fast food que mudaram o mundo, quando, de repente, não mais que de repente eu ouço: 38º posição – frango xadrez. Não deu outra. Fui fazer o tal do frango xadrez.

Na volta lembrei de todas essas moças, que, atualmente, usam saia geométrica, e pensei: meu Deus! Como eu estou na moda. Eu não tenho uma saia quadriculada, mas meu frango terá, me inserindo nesse contexto tão original, não? Chique!

frango

De longe, foi o melhor frango hipster xadrez que eu comi. Até porque eu não como pimentão, mas com essa técnica que eu usei, eu comi tranquilamente, e não, ainda não estou lembrando dele, rs.

Bem, o meio quilo de peito de frango foi cortado em cubos e temperado moderadamente com sal e pimenta do reino. Os pimentões verde, amarelo e vermelho e a cebola também viraram cubos. Eu usei um pimentão de cada cor, num prato pra 2 pessoas. Já os dois dentes de alho foram esmagados.

Qual o segredo Bino? Refogar em mais ou menos 2 colheres de azeite o alho e a cebola, até transparecer, e SEPARAR num prato; refogar ainda na mesma panela os pimentões por cerca de 5 minutos (quando a panela começou a ficar escurinha eu joguei um aguinha e cozinhou muito melhor, essa é a parte crucial), e SEPARAR em outro prato, e ainda na mesma panela dourar o frango.

Enquanto ele doura, você mistura meia xícara de chá de shoyo com uma colher rasa de amido de milho e mais meia xícara de água. E mexe (a cadeira, e bota na beira da sala, tundun-ts).

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Depois de dourado, você vai unir frango, cebola e alho mais os pimentões. Mexeu bonito? Vai jogar essa mistura do shoyo e vai mexer por 2 minutos ou até engrossar. Acerte o sal e pronto, você ta na moda. Ta bonito. Ta gostoso. Um arroz branco e nada mais. A receita original leva amendoim. Mas, por 5 reais 250 gramas de amendoim, eu preferi colocar diamante. Mentira.

Vontades sanadas, por uma bela mixaria de 12 reais (pra duas pessoas comerem BEM), uma coisa eu digo: adeus China in Box.

Dia do futebol e o sanduíche de pernil do Paraguai

Hoje é comemorado o Dia Nacional do Futebol. E não é porque eu não gosto de futebol que eu vou deixar escapar essa. Imagina. O santuário das comidas de rua mais legais: a porta dos estádios. Mas dispenso a ida ao estádio. Prefiro ficar só com as comidas, reproduzidas aqui mesmo, em casa. Futebol, estádio, disputas, não são minha praia.

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Certo dia eu tentei fazer um sanduíche de pernil. Mas aqui, como diria meu guru Paulo de Oliveira, apresentador do Larica Total aqui é cozinha de guerrilha, companheiro. Fiz um sanduíche de cupim mesmo, era o que tinha sobrado do almoço. É. Já aviso logo: não tem frescura por aqui. Eu posso usar mascarpone, mas ainda assim vou abrir a lata na faca, usar minhas panelas desengonçadas, até, aos poucos conseguir melhorar tudo isso. Por enquanto, ficamos assim mesmo, roots. Voltando ao sanduba, a criatividade na cozinha não tem limites, e quando a fome bate, a lei do improviso fala mais alto: fatie a carne do soborô, corte uma cebola em rodelas, jogue um fio de óleo, joga os dois, refrite, deixa dourar, faz uma graça e joga um alho picado. Depois pra dar aquele “xablau” (como diria meu guru), rega com um pouco de molho inglês. Deixa dar uma evaporada, e é gol. Pega aquele pão amanhecido dá uma umedecida de leve nele, e coloca no forno. A umidificada vai fazer ele virar uma fênix e renascer das cinzas. Fica crocantinho. Aprendi essa técnica com o cara que eu conheço que come pão nas 3 refeições diárias: meu avô. Pô, meu o vozIto compra pão todo o dia, 11h45. Já chega com vários. A noite, usa essa técnica. Salve, vozinho. Meu querido, não tem falha. Joga maionese de monte, catchup, mostarda, molho saucé, e seja feliz.

Na própria larica total, da madruga, ou aquela que dá enquanto a bola rola e você toma sua breja, esse tipo de improviso, acredite, é do baralho. Curtiu? Faz o seu, com aquela carne moída de ontem, o lombo do sabadão, ou mesmo, o pernil. Manda o resultado pra mim. Por que eu sou dessas, do time do prato cheio.

Fusilli da Lapa com molho ragú

Receita básica pra fazer enquanto você trabalha no PC ou joga Cand Crush Saga.

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Eu quis usar esse fusilli – que é uma massa furadinha no meio, mas você pode usar a massa que preferir. Dê preferência por massas longas, como espaguetti, espaguetini, talharine. Pro o ragú a mesma coisa, eu usei coxão mole – que veja só a diferença, no Extra eles generalizam como CARNE PARA MOLHO, mas você pode usar acém, e até músculo.

Eu usei 300 gramas de carne, pra uma refeição para duas pessoas e 400 gramas de massa.

Tão simples, tão simples que eu só joguei a carne na panela de pressão, com uma caixa de polpa de tomate, meia cebola, 3 dentes de alho, uma pitada de sal e pimenta do reino e manjericão desidratado e esperei 40 minutos enquanto trabalhava.

Se você preferir usar mais temperos ou molho de tomate também rola, mas eu prefiro variar nesse caso, por um motivo: coloco meu tempero a gosto, e a polpa pega melhor o sabor da carne.

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Depois eu acertei o tempero com 2 colheres de extrato, pra engrossar, acrescentei salsinha picada a modo grosso e açúcar, pra tirar a acidez. Deixei cozinhar por mais 15 minutos. Até a carne não chegar a desfiar, mas ficar bem macia.

Cozinhei a massa por 8 minutos. E pum, só deu um trabalho depois que escorreu, porque pra não quebrar eu tirei fio por fio. Reguei com molho, joguei um parmesão ralado e prontinho!

Obs.: essa não é uma receita precisa. Foi precisa pra mim, mas as vezes pode não ser pra você. É uma base pra você inventar a sua. E, se você fizer e ficar legal me manda uma foto, pô, eu publico aqui e compartilho o feito com a galêre.

Beijos