Boxty – St. Patrick Day

Fala minha gente! Fala meu povo! Fala juventude bonita desse Brasil endividado!

OBSERVAÇÃO: de maneira que a galera compra os Mac, os tênis, as maquilagem, tudo na gringa, não terei paciência para comemoradores do Dia do Saci. #DicaDoDia

Bem, 17 de Março comemora-se o Dia de São Patrício.

O St. Patrick é conhecido aqui, pelos tupiniquins, como um dia de altas bebedeiras, pessoas verdes e chapéus gigantes de leprechauns em busca do pote de ouro, que tem na verdade a cor da cerveja. Coincidência? Nunca saberemos.

“Aos 16 anos, ele foi sequestrado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda como um escravo. Acredita-se que ele ficou em cativeiro em algum lugar na costa oeste da Irlanda, mas o local exato é desconhecido. De acordo com sua confissão, Deus disse-lhe, em sonhos, para fugir de seu cativeiro para o litoral, onde ele iria embarcar em um navio e retornar a Bretanha.

O folclore irlandês alega que um de seus métodos de evangelização incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses.” (PEDIA, Wiki)

Se ele falou, ou não, com Deus, por efeito de psicos que eu gostaria de ter conhecido na juventude, fica a questão. Se são 3 ou 4 folhas? Depende, se é que você me entendem…

A questão é que eu fui pesquisar a culinária irlandesa pra deixar o dia mais gordinho, comemorar em clima mais ameno e aproveitar o ensejo pra sabe, né, festejar.

Bom, o resultado foi descobrir uma maravilha! Adeptos fieis do consumo de batatas, os irlandeses também são muito fãs de bacon, essa divindade ainda não reconhecida. Embora não tenha usado bacon na receita, acompanhei com uma linguicinha maravilhosa apimentada e uns raminhos de brócolis, pra combinar com essa coisa verde toda.

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3 batatas; ½ xícara de farinha de trigo; 1 colher de chá de sal; ¼ de xícara de leite 4 colheres de sopa de manteiga. Brasilidade: cream chease e pimenta do reino.

O nome dessa gordice dos deuses irlandeses é BOXTY. Uma espécie de panqueca que é super originales pra quebrar a rotina, e, ainda de quebra, dar aquele ar gourmetizador aí na sua vidaloka.

Confesso, que né, aqui não tem gourmet, não tem chefe, e quando a receita pesquisada mandou juntar farinha com leite APENAS, eu fiquei meio achando que já ia dar merda. Mas como eu tenho uma ritmo frenético, não ficou. É só juntar o leite, o sal a farinha e deixa-los bem homogêneos, que dá tudo certo. 

Enquanto essa “colinha” te espera, e com as batatinhas lindas já descascadas, você rala rala rala rala uma batata e tira o amido dela pressionando com uma colher numa peneirinha.

Apenas fiquem chocados com a água do amido.

Apenas fiquem chocados com a água do amido.

Na sequência joga na misturinha e já parte pra próxima batata, afinal, a fila anda. No fim do processo, mistura tudo e pensa: cara, eu sou uma pessoa malandríssima, não tem nada grudando aqui. Se grudar, volte três casas. 😦

 I KING THE WORLD.

I KING THE WORLD.

Coloca um naco bacanudo de manteiga – viu, manteiga, não margarina, numa frigideira querida, e espera ela derreter no fogo alto. Só cuidado pra não queimar, se não fica chato. Aí meu, pega com uma colher uma porção, como se você estivesse colocando panquecas e deixa fritas por três minutos cada lado. 

Bom, como eu, Anandha, não deixo as coisas assim, eu inventei uma maneira de deixar a coisa ainda mais turbinada. Depois de fritinhas, eu empilhei e fiz torres intercalando cream chease e finalizei no forno, enquanto fritava as linguicinhas. O brócolis foi pra aliviar a coisa toda e acompanhei com uma Black Princess, já que não encontrei uma única Guiness pra acompanhar. Incrível como harmonizou tudo.

Sendo muito irlandês.

Sendo muito irlandês.

E é isso galera saudável. São três ingredientes e uma nova maneira de aproveitar aquela velha batata-tata que amamos muito. Não sou chef, não sou blogueira, não sou gourmet. Sou apenas um rapaz latino americano uma pessoa que quer dividir o comer nosso de cada dia. Muita sorte!

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Experimento científico no frangÓ #01 – molho moreninho simpático

frango com mostarda e shoyo page

O pedido foi claro: frango na mostarda. Mas a fome era grande. E o frango na mostarda tem, necessariamente, que ficar “in cura” por duas horas. “Quer saber?”, pensei, “eu não sou Knorr, mas vou fazer do meu jeito” (tundun-ts).

Então eu temperei o frangolison com sal e pimenta e coloquei na linda travessa herdada de fofó, com um fio de óleo. Depois numa tigelinha eu misturei em 2 colheres de sopa de mostarda com uma de shoyo e misturei bem. Ficou um molho moreninho simpático. Coloquei seis dentes de alho picadinhos e um fio de azeite. Mexi, mexi, mexi. E pá! Espalhei no frangoso.

 

Vedei a travessa com um papel alumínio e quando ele ficou rosa tirei e fui virando o franguete até ficar douradinho, ao meu gosto. Na boa? Uma experiência científica de improviso que valeu tanto pelo sabor, quanto pelo aroma.

As batatinhas eu cozinhei na água com sal, fritei na manteiga e acompanhei com salsinha.

Uma horinha fica pronto. É bom pra sabe o que? Sair da rotina do frangolino assado ou de panela.

Pedido preferido é assim: almôndegas recheadas com cream chease

Tem gente que eu pergunto: você gostaria de comer alguma coisa (que não seja eu, ok) específica hoje? E elas, dentro das possibilidades financeiras do dia, tem uma infinidade de opções.

Pastel, fogaça, bolinho de arroz, calabresa acebolada, macarrão com isso, macarrão com aquilo, risoto, creme de milho, frango ao curry, enfim, tem muita coisa que eu faço, que as pessoas sabem que podem pedir. São muitas opções acessíveis. Mas sempre vai ter aquele “bife com batata” na vida das pessoas, que são resposta pronta, quando essa pergunta é feita. É o caso do Danilo. Toda a vez que eu pergunto isso, ele responde: AS almôndegas.

Certa vez, cansada da carne moída habitual, eu abri a geladeira, vi meus temperinhos básicos e um requeijão. Na despensa, farinhas de rosca e trigo. Bem, do nada, lá estava lá eu fazendo bolinhas de carne empanadas, recheadas com requeijão. Nasceu assim a maior obsessão do Danilo, quando se trata de pedido do dia.

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Assim, quando eu fiz pela última vez essa pergunta pra ele, a resposta já estava afiada. Acontece que coincidiu com minha TPM. Então eu resolvi não empanar, porque estava sem paciência, rs.

Lembra de quando nós brincávamos com massinha na escola? Pois fazer as almôndegas recheadas me lembra isso. Moldar massinhas. Você tempera a sua carne moída marota, de várzea, de raiz, moleque, com sal, pimenta do reino, alho e salsinha, e mistura com uma colher.

Depois, você pega a carne, na quantidade de uma colher por vez e molda o formato da palma da sua mãozinha. Coloca o requeijão (dessa vez eu usei Philadelfia Light da promoção, que é mais consistente. Mas você também pode colocar queijo, deve ficar mui bueno) e dá uma fechadinha na palma, depois coloca um rejuntinho de carne e molda até fechar. E assim, você tem bolinhas lindas para fritar no óleo e aumentar seu colesterol! ♥

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Pra acompanhar – e sair da rotineira batata comum, eu resolvi fritar umas batatinhas doces. Pois acho que ela merecem uma chance na vida. Tenho um hábito de consumir quando eu como, geralmente, batata normal a semana inteira. Fiz fritinha, ficou sequinha, um amor de batatinha!

O tipo de petisco ótimo pra tomar com uma brejinha, mas como eu fiz na segunda-feira, e eu prometi (a mim mesma) que durante a semana agora só em ocasiões incríveis e lugares exóticos, tomei com meu suquinho de manga.

Acaba rápido. Faz o seu e chama ozamigo e azamiga pra compartilhar que esse, pode ser não só o preferido dele, como pode virar o seu também.

Hambúrguer AND de maminha ao gorgonzola

Sexta-feira é dia de caprichar, né? Tem mulher que curte caprichar no visual e arrasar na pista. Sou mais caprichar no tempero e arrasar no fogão.

Aproveitando o último resquício da minha compra no Mercadão da Lapa, meia peça de maminha, resolvi deixar ela como ponto alto do meu jantar, e fazer uns hambúrgueres, com metade de um gorgonzola, também de semana passada.

Essa semana eu comprei uns ovinhos de codorna, que não foram todos consumidos. Aproveitei e vi uma receita de ovos à milanesa, no site do Edu Guedes, e resolvi adaptar.  As batatas também foram usadas na semana, em 3 partes, para fechar o esquema, e foram ao forno por 40 minutos com azeite e alecrim. Parece chique pra você? Mas não é não.  São coisas que eu já tinha. Uma pro macarrão, outras pro feijão com arroz nosso de cada dia, mas a maminha confesso, que, assim como o fusilli eu deixei pro final, pra ser especial mesmo. O que eu precisei comprar foi a farinha de rosca, o alecrim, o pão e o vinho, por que afinal, hoje é sexta. Imagem

Pra fazer um hambúrguer e chamar de seu você pode usar qualquer carne, usando um moedor ou processador, ou comprando moída. Não foi meu caso. Os grandes chefes usam a ponta da faca, e você paga 43 reais pelo prato. Eu uso a ponta da faca porque não há outra opção e pago 10. 🙂

Carne picada/moída/triturada, adicionar alho, cebola e salsinha bem picadinhos, pimenta do reino e sal a gosto. Eu aprendi com vovó, que fazia hambúrgueres e congelava na lá na pré-história, a colocar gema e caldo de cebola em pó na receita. No meu caso eu usei uma pitadinha de farinha só pra dar uma liga mais a gema.

Quando tiver misturado, você vai sentir uma leve impressão de que tudo foi pro espaço. Mas aperta. Aperta como se você estivesse apertando o que você mais gosta de apertar (aqui, sou a favor da diversidade). Aí sim, molda no estilo cachorro, bem grande, e alto. Eu deixei no freezer por um tempo, pra ficar firmão. Selei na frigideira e finalizei no forno, já na parte debaixo do pão, e deixei por uns 20 minutos. O gonrgonzola eu coloquei por mais 5 minutinhos. Na tampa do pão eu aproveitei a clara, pois nada deve ser desperdiçado, e dei uma pincelada com clara e parmesão. Imagem

Só não espere que ele vá ficar como sola de sapato por dentro, porque para comer o VERDADEIRO hambúrguer tem que ter culhões. Geralmente o ponto é rosado por dentro, e você não morre por isso. Faz seu Mr. Ham, manda pra mimmmmm e deixe o The Fifties no passado.