A vida do salmão

Diz a ciência, que o salmão, percorre uma vida toda pelas águas, mas antes de morrer, quando ele chega aproximadamente aos 16 mil km navegados, retorna ao rio onde nasceu para – procriar primeiro, afinal, ele não iria deixar a herança dele pro Governo, né? – para por fim sucumbir ao leito de morte do mundo aquático.

Viajante esse salmão.

Desprendido da vida.

Só volta pra casa, quando sabe que está cansado, quando está pronto para bater as nadadeiras (até porque salmão não usa botas).

Conheço gente assim. Gente que não roda um quilômetro por medo. Gente que acredita em sinais que a mantém mais parada, do que em circulação. Gente que desconhece seus talentos naturais por falta de coragem. Gente que se tranca no armário. Gente que não permite o novo. O novo cenário, o novo comportamento, a nova postura, novos conhecimentos, aventuras, viagens, amigos, roteiros. A nova ideia. Um novo eu, que talvez nunca seja descoberto, por ele mesmo.

Por isso, gente, vamos nos inspirar no salmão! o/ \o 

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E não só porque ele sai nadando aí, e depois só volta pra despencar o esqueleto.

O salmão ainda corre riscos seríssimos!

Afirmam os especialistas, que ele só viverá cerca de cinco anos, se sobreviver aos ursos famintos, gaivotas sangue nozóio, ou ainda, escapar de fortes correntezas na volta pra casa.

Não é fácil, né salmão? Só os fortes sobrevivem. Ousado. Afinal, quem tem medo, não vai a lugar nenhum.

Por isso que eu falo >>> tem gente que tá pra salmão e tem gente que tá pra peixe beta (que não sai do aquário e ainda se bate na frente do espelho).

Porque se for pra voltar pra casa, que todos nós tenhamos mais de 16 mil km, nem que se for dentro de nós mesmos.

Até então eu nem sabia muito sobre, mas esse salmãozinho improvisado na última sexta, cozido no suco de limão siciliano com hortelã, na cama de cebolas roxas e brancas, com cogumelo parisiense, acompanhado de aloz com blócoli…

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…combina muito com a situação, já que pra chegar até aqui, percorri milhas e milhas antes de dormir, eu nem cochile-ei… Um improviso ousado, que combinou com a vida de Salmón!

 

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