Drops >> não é de menta, mas arde

Determine sua prioridade e ela dirá quem você é

Faz um tempo que eu ando num autocontrole do cacete. Precisei dispor de mais grana do que imaginava e ando numa pendenga miserável. Mas, né? Quem não. Então ultimamente ando me controlando e até sofrendo um pouco em relação ao meu “corte de custos”. Desde que eu mudei, tenho lapsos de comprar coisas pro meu closet. Porque agora (depois de ralar pra MUITO) eu tenho um closet. E na Lojas Mel (pra quem não conhece é uma espécie de Americanas da China) tem um monte dessas inutilidades úteis. Um pufe desses quadradinhos (pra trocar o tênis que nem a Cinderela da rua) sai R$29,90. Paquero faz mais de mês. Não ficaria magnífico por aí? 

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Mercado, um lema de vida 

Mas os pufes já estão acabando e eu não comprei. Porque quem me conhece sabe: com 30 dinheiros eu faço a festa no mercado. Definida a prioridade, a cozinha e o estômago (e o fígado) ganham, e o closet, não. #AnandhaMadura

Falando nisso, FRUTA QUE CAIU! O brócolis selvagem tá mais caro do que o frango, minha gente! Onde vamos parar desse jeito? Eu acho o brócolis selvagem uma loucura em tudo – ele não é aquele ninja, sabe? – minha vó só comprava dele. Fui pegar um hoje, não tinha preço. Mas o quê, imaginei uns cinco dinheiros (e mesmo assim, pensando alto). Mas R$7 pelés num brócolis e R$5 em 2 enormes sobrecoxas me fez repensar uma ideia que eu nunca tive, a de ser vegana.

Mas vale a pena! 

– Barulho de chuva com vinho e provolone temperado

– Cheirinho de cachorro carinhoso

– Sensação de seu

– O autocontrole pra quem sempre foi descontrolado

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A vida do salmão

Diz a ciência, que o salmão, percorre uma vida toda pelas águas, mas antes de morrer, quando ele chega aproximadamente aos 16 mil km navegados, retorna ao rio onde nasceu para – procriar primeiro, afinal, ele não iria deixar a herança dele pro Governo, né? – para por fim sucumbir ao leito de morte do mundo aquático.

Viajante esse salmão.

Desprendido da vida.

Só volta pra casa, quando sabe que está cansado, quando está pronto para bater as nadadeiras (até porque salmão não usa botas).

Conheço gente assim. Gente que não roda um quilômetro por medo. Gente que acredita em sinais que a mantém mais parada, do que em circulação. Gente que desconhece seus talentos naturais por falta de coragem. Gente que se tranca no armário. Gente que não permite o novo. O novo cenário, o novo comportamento, a nova postura, novos conhecimentos, aventuras, viagens, amigos, roteiros. A nova ideia. Um novo eu, que talvez nunca seja descoberto, por ele mesmo.

Por isso, gente, vamos nos inspirar no salmão! o/ \o 

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E não só porque ele sai nadando aí, e depois só volta pra despencar o esqueleto.

O salmão ainda corre riscos seríssimos!

Afirmam os especialistas, que ele só viverá cerca de cinco anos, se sobreviver aos ursos famintos, gaivotas sangue nozóio, ou ainda, escapar de fortes correntezas na volta pra casa.

Não é fácil, né salmão? Só os fortes sobrevivem. Ousado. Afinal, quem tem medo, não vai a lugar nenhum.

Por isso que eu falo >>> tem gente que tá pra salmão e tem gente que tá pra peixe beta (que não sai do aquário e ainda se bate na frente do espelho).

Porque se for pra voltar pra casa, que todos nós tenhamos mais de 16 mil km, nem que se for dentro de nós mesmos.

Até então eu nem sabia muito sobre, mas esse salmãozinho improvisado na última sexta, cozido no suco de limão siciliano com hortelã, na cama de cebolas roxas e brancas, com cogumelo parisiense, acompanhado de aloz com blócoli…

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…combina muito com a situação, já que pra chegar até aqui, percorri milhas e milhas antes de dormir, eu nem cochile-ei… Um improviso ousado, que combinou com a vida de Salmón!