Estrogonofe a lá OFE

Algumas dicas do meu modo de fazer um prato comum:

– Enquanto doura/cozinha a carne, adicione molho de soja (shoyo) ou molho inglês;

– Nunca compre carne cortada no Extra;

– Use polpa de tomate no lugar do catchup;

– Deixe no fogo por mais de uma hora (se tiver tempo, claro);

– Conhaque: flambado ou na receita proporciona outra sensação.

São dicas que podem revolucionar sua maneira de preparar um estrogonofe. Se você utiliza todas, você pode chamar o estrogonofe de seu. Se você tem mais uma dica, me fala, que eu chamo ele do seu nome, ta?

Será magia, milagre, mistério? Não. É talharim cremoso de frango

Como vocês tem visto, aqui frango é uma espécie de lei. Hoje, mais uma vez, eu fui tentada pela propaganda. Não sei quanto a vocês, mas eu, que trabalho remoto, fico com: PC, TV, música e iPhone ligados. Todos ao mesmo tempo. É difícil saber em qual desses veículos a palavra TALHARIM foi mencionada. Só sei que ouvi. E lá pelas cinco da tarde eu já sabia meu jantar: talharim cremoso de frango.

ninhoPorque “cremoso de frango”? Perguntam-me os leitores. Quem conhece a versão nissim lâmen, certamente conhece o talharim de frango com gosto de usina nuclear, certo? Esse foi um teste meu para que eu e vocês esqueçamos essas comidas nucleares.

Bem. Vamos lá. Começamos pela incrível aquisição, que custa, uns 3 reais. Um peito de frango desossado. Bem, joguei na pressão por meia horinha depois do sinal (ou seja, depois que a panela chiar), rs, com sal e 2 cubinhos de caldo de galinha. Cozido, reservei.

Na mesma água, cozinhei o meu talharim. Sua massa fica com o gosto do caldo de frango em cubos e potencializado pelo sabor do frango de fato. As massas NÃO SÃO ‘NINHO”. São talharim MESMO.

Bem. O frango eu desfiei com essa técnica (foto) que aprendi em um restaurante que trabalhei na Bahia. Coloque o peito de frango já frio em um saquinho desses que você coloca o legume no mercado e “dixave”. Se você não sabe o que é dixavar, pergunte a um amigo maconheiro. Se não tem um, faça. Alguns são legais, acredite.

foto (3)

Aí para o molho, você joga em um fio grande de azeite, cebola e alho picados e o frango desfiado. Deixa dar aquela queimadinha. Joga uma água e na sequência, o molho de tomate. Deixa dar uma curtida. Como eu adoro curtir de montão, gasto sempre muitos minutos curtindo, o que reforça o gosto do rango SEMPRE. Acerte seu sal e jogue quem? Quem? Quem? O saudoso creme de leite. Sim. É quase um estrogo. Mas não é. Porque estrogonofe de verdade é de carne vermelha. Bem… com isso você tem esse resultado que como pode ver, foi, aqui em casa, avaliado como o melhor talharim dos tempos. Por enquanto.

Regionalismo da especialista: frango com pequi

Falta de tempo. É disso que a maioria das pessoas sofre hoje em dia. Eu ando numa fase mais sem paciência. A começar pela freqüência inicial de postagens, e os atuais dias, onde os grilos cantam seus cri cri cri e o blog da
OFE foi “deixado de canto”.

fgo pequiMas, para a nossa querida Ligia não. Assim como mais da metade da população foi pela falta de tempo que o resultado de hoje foi esse maravilhoso e tradicional Frango de Panela com Pequi.

“Eu já tinha um franguim no congelador e estava sem tempo para fazer assado. Eram sobrecoxas muito grandes para serem fritas. Como boa caipira que sou, resolvi fazer na panela”, conta.

Nossa futura chef ainda encontrou no misterioso mundo do seu congelador alguns pequis, influenciada pelo espírito goiano que toma conta das cozinhas em Brasília, local onde reside. Não deu outra. Escandalizou no movimento com um resultado, que, melhor impossível.

“Aproveitei e joguei todos [os pequis] no fundo da panela e preparei com 2 tabletes de caldo de galinha e as sobras de pele do próprio frango. Enquanto isso, selei o frango já temperados com sal e pimenta do reino e reservei”, explica Lígia.

Aí na sequência, preparou cebolas, cenouras e alho poró picadinhos, jogou na panela, e voltou ao frango, que já selados, foram para o fundo da panela, com os pequis, uma colher de extrato de tomate, uma de geleia de pimenta, uma folha de louro, fervidos até que o caldo de galinha reduzisse pela metade e engrossasse. Ela finalizou com “verdinhos” e pronto.

Típico, regional, diferenciado, fora da rotina e sinceramente, pra mim ~a cara da quinta-feira, pra chamar a galera, tomar uma dozinha, jogar um carteado, hein?

perfil

 

Ligia Escarso é o nome dela. Segundo semestre de gastronomia na uniCEUB, Brasília, amiga, ex-doida, mãe, e, cozinheira. Vai aprimorar o blog da OFE com receitas mais sofisticadas – praquele dia em que você quiser sair da guerrilha. Mas não vá achando: algumas receitas são tão simples – mas tem um toque tão gourmet, que nos faz pensar: como eu nunca pensei nisso antes?

Conte mais: por onde andaste?

Um ou outro gato pingado deve ter pensado, por onde anda você OFE? Pois é. Essa semana eu tive um recesso. Eu tenho bronquite, sabe? Pra quem não sabe, bronquite é uma merda uma inflamação nas principais passagens de ar pelos pulmões. Ou seja, respirar estava complicado.

No domingo a temperatura aqui em São Paulo caiu mais que o preço do tomate, aí nessa, quem vem da Califa Brasileira, roda. Segunda eu mal conseguia falar. Andar, então… nem se fala. Inclusive, esse fato me obrigou a parar de fumar. o/

Aí eu fiz só comidas rápidas e rasteiras. Ainda estou no anti-biótico… portanto no alcoohol. #chatiada

Ruffles, Doritos, macarrão bolonhesa, pizza de frigideira estão me dando suporte, para que eu consiga me restabelecer de boa. Mas vontades não me faltam. To louca pra fazer uma tortinha de batata… mas como o ânimo ta lá embaixo, melhor esperar, né?

Enquanto isso fiquem gracinhas, que semana que vem, quando essa crise passar, nossa programação volta ao normal, e de colaboradora nova.

Enquanto isso fiquem com lembranças de uma sexta e sábado muito bons. Com japonês na noitinha de sexta, visita ao Mercado da Cantareira e cervejinha red ale no Empório Sta. Therezinha com amiga de Ribeirão durante o sábado e risoto de gorgonzola na noite.

Até (cOoOoOOofff coOoOoofff)

Experimento científico no frangÓ #02 – frango crocante

Ainda ontem, enquanto postava o primeiro experimento científico no frangÓ de bateu uma puta vontade de comer aqueles frangosos crocantes, sabe? Estilo KFC? Eu já tinha uma bandeja família de frango, então foi só descongelar.

A receita vai farinha, viu? Mais põe farinha nisso. São quatro tipos: de rosca, de milho, de mandioca e de trigo. Mistura todas num pote ou saquinho, deixa bem misturadas MESMO e deixa um pouquinho de canto.

O frango velho esquema: tempera com sal, pimenta, alho e orégano. E depois passa por debaixo da cordinha na farinha.

Você tem a opção de fritar ou assar. Eu fritei e me arrependi. O frango ficou com a casquinha dos sonhos, mas do meio pro fim, ficou cru. O lance de fato, é fritar só a casquinha em óleo bem quente e depois finalizar no forno. Fiz isso com o que sobrou e deu certo, na segunda tentativa.

Guerrilha é assim: é errando que se aprende. Ou vai dizer, pro KFC ser o que é, eles tiveram que começar por algum lugar, falaí?