Dilma, estamos aqui na cozinha

Queria que essa carta chegasse até você. Você sabia que a maioria dos brasileiros são consumidos pelo álcool? Olha, eu até sei que não é culpa só do seu governo, os anteriores também foderam a gente, mas nesse caso, tenho só você pra escrever.

Ontem eu conheci um “mendigo”, que na verdade é um morador de rua. É. O meu problema com álcool me deixa mais íntima dessas pessoas. Vivi a vida dele. Quase trouxe pra casa, mas isso seria adotar um cão, não deu. Ele tinha aquela vida, foi mais consciente que eu. E eu podia fazer o que? Na hora, fui companheira de copo, bebemos, refletimos, e pensamos, como seria uma vida justa em que trabalho e honestidade caminhassem juntos. É Dilma, meu amigo ficou na chuva. No frio. Embora eu, embriagada tanto pelo álcool, quanto pela realidade, que espancava (e ainda espanca) a minha cara, e me arrancassem lágrimas hoje, o dia todo, e me dessem motivos para morrer, por deixa-lo de lado, em uma noite de embriaguez, eu estou aqui, tentando curar feridas abertas do descaso.

Dilma, quais motivos temos para acordar todo o dia e termos nossa vida honesta? Me diga, quais chance temos, a não ser nossa dose de cachaça no bar, repleta de tarifas? Me diga?

Vivemos uma ilusão de ótica, em que nosso PIS é válido, mas nossa moral é rebaixada. Porque, senhora, nossas mentes funcionam, nosso coração pulsa, por melhorias, de uma vida, que, sinceramente, é fadada a dias nublados de espera por respeito e consideração por uma vida mais útil, em um país, que se chama Brasil.

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