Simples como andar pra frente: mousse de limão

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Tá de bobeira nessa quarta? Então um dica rápida. Sai do trabalho, logo mais, e vá ao mercado. Compre um leite condensado, uma caixa de creme de leite e 3 limões.

Chegando em casa dê aquela jantada marota e depois, bata o leite condensado e o creme de leite mais o suco dos 3 limões – que deve ser acrescentado aos poucos, por uns 5 minutinhos. Despeje na travessa e coloque no freezer por meia hora, ou mais o quanto você conseguir aguentar.

Maluco, nem vou comentar. Quero que depois você me conte. Simples, prático e indicado para as horas mais felizes da vida.

A foto não está boa, porque tirei a noite (beeeem a noite) e do celular, mas não se engane pelas aparências. Vai na minha que é sucesso.

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Quem poderá nos defender? Ele, o Molho Inglês

Final de mês e começo de semana definitivamente não combinam. O que você encontra na sua geladeira, que não seja água? Aqui, depois de excessivas doses de feijoada, além dela, encontrei pedacinhos de bife, que fritos inteiros, seriam uma provável palhaçada com a cara dos nossos estômagos.

Cortar a carne em pequeninos pedaços e adicionar aquela cebola em cubos e aqueles tomates marotos dá um volume incrível, e na falta do tempero para arroz, aquele chilli mexicano dá um upgrade no seu branquinho. Mas quem salva na hora de dar um sabor diferente na sua carninha? Hum?

Quem te salva naquela hora em que você gostaria de comer um estrogonofe, mas tem plena consciência, de que só o mês que vem poderá usufruir dessas maravilhas de mercado? Quem te salva: ele, o Molho Inglês.

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Com um sabor ácido e encorpado, o saudoso Molho Inglês não falha. Quando sua carne estiver quase lá, jogue uma quantidade razoável e sinta a diferença. Esse sabor se ressalta com a cebola. Quando você quiser fazer seu próprio McCheddar, depois de fritar o hambúrguer, jogue cebolas em fatia e deixe cozinhar com molho inglês. A receita original da milhardária franquia, é essa, aliás.

Esse molho, ralo e pretinho lindo, chamado de Worcestershire nas mediações de fato inglesas, é preparado com vinagre, melaço, chili, molho de soja, pimentão, tamarindo, anchovas, cebolas, cravo-da-índia e alho, e é um intensificador de sabor. Quem diria meu povo, que tudo isso, estaria num pequeno frasco. É o que nós baixinhas costumamos dizer, não é nosso tamanho que nos define. Tem uma força absoluta e marcante por trás dos menores frascos, certo? 🙂

Se você quer um truta de cozinha que possa te salvar sempre que o perrengue bater, já sabe: chame o Molho Inglês.

Contavam com minhas astúcia?

Conte-me mais: feijoada tem que ser no sabadão

Mais uma semana se passou, e logo após uma sexta linda regada a risoto, almôndegas feitas pela amiga que leu no blog e ficou com lombriguinha, e brigadeirão delícia da outra amiga, tudo isso sem combinar, fui passar minha manhã de sábado fazendo uma das coisas que eu mais gosto por aqui: fazer compras no meu, no seu, no nosso Mercadão da Lapa.

Decidida a fazer uma feijoada em homenagem ao sol e frio ao mesmo tempo, lá fui eu pro Shopping da Alimentação. Acontece que pra mim, feijuca boa é feijuca com amigos. Então tratei logo de chamar as sisters de SP pra sentir a travada do tempero do interior. page 01

A Casa da Feijoada, no Mercadão da Lapa, estava bombando. Pessoas pegavam quilos de carne suína com as mãos, e pesavam 5, 10 quilos ou mais, de pé, orelha e outras extremidades que eu não sou muito chegada. Fila, muita fila. Confusão, babado, gritaria. Quem não gosta?

Levei calabresa apimentada, um saco de feijão argentino, paio e carne seca. Essa conta deu 18 reais. Na hortifruti logo ao lado, adquiri uma couve já fatiadinha bem fininha por R$2,50. Ou seja, uma feijoada mais ligth, custou pouco mais de vintola, por que eu ESQUECI DO BACON e comprei no Extra, mesmo. (Como pude esquecer do BACON?).

O impressionante foi que comeram 6 pessoas. Algumas 3, outras 2 vezes (será que tava bom?). E ainda sobrou. Ficou prime (porque TOP tá muito mainstream) e o melhor: inesquecível. Só elogios. A caipirinha não podia faltar. Tratei logo de abraçar uma Pitu, e uns limões. Fiquei – e cada dia fico mais convicta de que comprar lá é a maior vantagem do planeta. Depois foi picar tudo, fritar, esperar o feijão ficar legal, e deixar ela borbulhando de amor pela família! Arroz branco e farofa pra somar, e foi tudo nosso.

Os amigos, aos poucos foram chegando, as risadas foram fluindo, e assim passamos nosso sábado de maneira típica, comendo o mais tradicional dos pratos brasileiros, a feijoadinha da hora. Agora me fala, tem coisa melhor do que boa comida, caipirinha, amigos, samba e risada? Tudo bem que a maioria das pessoas não curte segunda-feira, mas sinceramente, com um sábado como esse, é melhor focar no trabalho, agora, para virem outros tão bons quanto.

Só uma palavra: risoto

Temperatura em São Paulo: 5º. O tempo pede no meu ouvidinho: risooooooto, viiiiinhoooo. Minha consciência diz não pro vinho. Mas quem manda aqui sou eu. Então vai ter risoto e vinho, poxa vida.

Bem, o que eu vou fazer aqui, é desmistificar o preparo do risoto, que deve ter muita gente que acha complicado, coisa e tals. Primeiro, escolha seu sabor. Eu aproveitei a calabresa picadinha que eu trouxe da casa da sogra, pois fiz risoto pra família no final de semana. Então, comprei mais um queijo branco na promoção. Temos: risoto de calabresa com queijo branco.

Os outros ingredientes são, o arroz arbório, claro, uma mãozada boa de parmesão ralado (na hora é melhor, hem), 2 tabletes de caldo de galinha, metade de um tablete de MANTEIGA (não é margarina, ok?) e vinho branco seco. Cebola (a roxa é super vantagem, mas eu não achei no Extra), salsinha e sal.

Bem, pegue uma panela funda e encha de água. Coloque os 2 tabletes de caldo de galinha e deixe ferver. Isso vai ser sua base de cozimento. Em outra frigideira, refogue a cebola picada em cubinhos em uma parte da manteiga e depois jogue o arroz e acerte o sal. Fritadinha básica para aquecer a mão, jogue um copinho vinho de deixe absorver. Acredite: o vinho faz TODA a diferença.

Depois, você vai precisar de concentração: não vai poder parar de mexer por 18/20 minutos, jogando conchadas daquele caldo, que está lá fervendo. Vá experimentando, para ver o ponto, que deve ser meio durinho. Mas risoto deve parecer uma “lava vulcânica”, como diria meu guru dos risotos (depois vou contar essa história). O arroz, você vai mexendo e deixando secar o caldo, repondo, e tal.

No final, vai jogar seu “recheio”, mexer, jogar o parmesão, mexer e por último, adicionar a manteiga. Taca sua salsinha e seja feliz. É só “trabalhoso”, mas muito simples.

Outras opções de recheio legais são limão siciliano, brócolis com bacon, champignon fresco, filé com tomate cereja, gorgonzola, enfim. O que você gostar vira samba.

Só não esqueça de chamar um parça muito legal pra dividir esse momento, porque sinceramente, risoto é uma refeição pra ser compartilhada. Bom esquenta!

Pedido preferido é assim: almôndegas recheadas com cream chease

Tem gente que eu pergunto: você gostaria de comer alguma coisa (que não seja eu, ok) específica hoje? E elas, dentro das possibilidades financeiras do dia, tem uma infinidade de opções.

Pastel, fogaça, bolinho de arroz, calabresa acebolada, macarrão com isso, macarrão com aquilo, risoto, creme de milho, frango ao curry, enfim, tem muita coisa que eu faço, que as pessoas sabem que podem pedir. São muitas opções acessíveis. Mas sempre vai ter aquele “bife com batata” na vida das pessoas, que são resposta pronta, quando essa pergunta é feita. É o caso do Danilo. Toda a vez que eu pergunto isso, ele responde: AS almôndegas.

Certa vez, cansada da carne moída habitual, eu abri a geladeira, vi meus temperinhos básicos e um requeijão. Na despensa, farinhas de rosca e trigo. Bem, do nada, lá estava lá eu fazendo bolinhas de carne empanadas, recheadas com requeijão. Nasceu assim a maior obsessão do Danilo, quando se trata de pedido do dia.

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Assim, quando eu fiz pela última vez essa pergunta pra ele, a resposta já estava afiada. Acontece que coincidiu com minha TPM. Então eu resolvi não empanar, porque estava sem paciência, rs.

Lembra de quando nós brincávamos com massinha na escola? Pois fazer as almôndegas recheadas me lembra isso. Moldar massinhas. Você tempera a sua carne moída marota, de várzea, de raiz, moleque, com sal, pimenta do reino, alho e salsinha, e mistura com uma colher.

Depois, você pega a carne, na quantidade de uma colher por vez e molda o formato da palma da sua mãozinha. Coloca o requeijão (dessa vez eu usei Philadelfia Light da promoção, que é mais consistente. Mas você também pode colocar queijo, deve ficar mui bueno) e dá uma fechadinha na palma, depois coloca um rejuntinho de carne e molda até fechar. E assim, você tem bolinhas lindas para fritar no óleo e aumentar seu colesterol! ♥

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Pra acompanhar – e sair da rotineira batata comum, eu resolvi fritar umas batatinhas doces. Pois acho que ela merecem uma chance na vida. Tenho um hábito de consumir quando eu como, geralmente, batata normal a semana inteira. Fiz fritinha, ficou sequinha, um amor de batatinha!

O tipo de petisco ótimo pra tomar com uma brejinha, mas como eu fiz na segunda-feira, e eu prometi (a mim mesma) que durante a semana agora só em ocasiões incríveis e lugares exóticos, tomei com meu suquinho de manga.

Acaba rápido. Faz o seu e chama ozamigo e azamiga pra compartilhar que esse, pode ser não só o preferido dele, como pode virar o seu também.

Dilma, estamos aqui na cozinha

Queria que essa carta chegasse até você. Você sabia que a maioria dos brasileiros são consumidos pelo álcool? Olha, eu até sei que não é culpa só do seu governo, os anteriores também foderam a gente, mas nesse caso, tenho só você pra escrever.

Ontem eu conheci um “mendigo”, que na verdade é um morador de rua. É. O meu problema com álcool me deixa mais íntima dessas pessoas. Vivi a vida dele. Quase trouxe pra casa, mas isso seria adotar um cão, não deu. Ele tinha aquela vida, foi mais consciente que eu. E eu podia fazer o que? Na hora, fui companheira de copo, bebemos, refletimos, e pensamos, como seria uma vida justa em que trabalho e honestidade caminhassem juntos. É Dilma, meu amigo ficou na chuva. No frio. Embora eu, embriagada tanto pelo álcool, quanto pela realidade, que espancava (e ainda espanca) a minha cara, e me arrancassem lágrimas hoje, o dia todo, e me dessem motivos para morrer, por deixa-lo de lado, em uma noite de embriaguez, eu estou aqui, tentando curar feridas abertas do descaso.

Dilma, quais motivos temos para acordar todo o dia e termos nossa vida honesta? Me diga, quais chance temos, a não ser nossa dose de cachaça no bar, repleta de tarifas? Me diga?

Vivemos uma ilusão de ótica, em que nosso PIS é válido, mas nossa moral é rebaixada. Porque, senhora, nossas mentes funcionam, nosso coração pulsa, por melhorias, de uma vida, que, sinceramente, é fadada a dias nublados de espera por respeito e consideração por uma vida mais útil, em um país, que se chama Brasil.